sexta-feira, 7 de março de 2008

Dia Mundial da Saúde Mental….. Ou Doença Mental

Eram 06.30 da manhã quando comecei o meu trabalho rotineiro … ligar a minha limusina de trabalho. Uma velha Ford Transit que ronca e abana por todos cantos e lados, melhor que nada … A chamada Fraguenete no meu meio de saúde mental…. Liguei o rádio na RFM e nas notícias das 06.30 o locutor dizia que hoje, dia 10 de Outubro, é o Dia Mundial da Doença Mental.
Lá… lá… lá… publicidade, e mais uma musiquinha da moda, já o motor ronca pela rotina a fora e chega as 07.00. Mudo para a TSF para ouvir as notícias, quando sou surpreendido com a notícia do dia Mundial da Saúde Mental.
-Bem, mas que dia vamos comemorar hoje!? Será que posso convidar os meus amigos para comemorar a minha loucura ou apenas, fico em casa por ser mais um dia das pessoas com saúde mental …
Em relação à saúde mental tenho alguma palavra a dizer, pois como se diz na minha terra, não tenho bem as cinco oitavas , e trabalho diariamente com crianças com diferença. O que é muito gratificante!!!
Pois, na minha fraguenete, passa alunos do mais fantástico que pode haver. Alunos do Centro Recuperação Infantil de Fátima (CRIF). Centro de Estudos de Fátima, (CEF), Coração de Maria e Escola Profissional de Ourém. São todos muito bem-educados e espectaculares. Obrigado por andarem na minha fraguenete. !!!
E depois no meu segundo circuito tenho os alunos mais fantásticos. Aqueles que comemoram o dia 10 de Outubro. Prefiro interpretá-los como crianças com saúde mental! Apenas uma saúde um pouco diferente!
E isto porquê?
Porque chega de olhar para as crianças diferentes e, involuntariamente, desviar o olhar! E quando não se trata de crianças diferentes, mas apenas de pessoas mais desfavorecidas socialmente. Ora bem … ! Aquelas pessoas que não têm um carro de alta gama e de ultimo modelo, que não vestem fato Armani, ou simplesmente não têm tecto para dormir!

O que é uma criança com saúde ou doença mental?
Nos tempos modernos é uma criança que não tem um MP3 xpto a cores e com luzes a piscar, não tem telemóveis com toques polifónicos, com ligação à net ou GPS? E acima de tudo não têm as bases mínimas de educação e socialização que é dizer “bom dia” quando que chega a algum lado que tenha pessoas, e depois conversar em vez de colocar os fones nos ouvidos ou ligar o portátil para demonstrar riqueza!!!
O dia 10 de Outubro já lá vai! Mas vamos sempre a tempo que no nosso dia-a-dia não pode não deve haver distinção entre seres humanos com saúde, ou doença mental!
Hoje que não é dia de comemoração alguma, podemos simplesmente olhar os nossos pares e tratá-los com dignidade para cuidar da nossa sociedade que está muito mal de saúde. Poderá chamar-se doença social que tem como principais sintomas consumismo, gosto pelas aparências e pelo supérfluo, e falte de simpatia no convívio diário.

Tenha um bom-dia e sorria, mesmo que seja como um louco.

Como diz um aluno meu com diferença “DIGA BOM DIA, NÃO SEJA TROMBUDO!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Rota dos túneis - Pela linha de Barca d´Alva a La Fregeneda

Este ano o Pedro Oliveira, deu-nos a conhecer mais uma rota. Desta vez vamos deixar os trilhos e terra para começar a andar de bicicleta sobre carris. E assim foi que surgiu a ideia de fazer a rota dos túneis. Esta rota consiste em andar pela desactivada linha do Douro. Andando em território nacional a linha desactivada vai desde o Pocinho a Barca d´Alva. Em terras de “nuestros hermanos” o percurso é de Barca d´Alva à aldeia de La Fregeneda.


Breve história da linha ferroviária do Douro

A linha do Douro foi o primeiro testemunho da vontade, capacidade técnica e engenho dos portugueses na construção de caminhos-de-ferro. Os portugueses foram responsáveis pela construção da ponte de Entre-os-Rios (a primeira com desenho português) e a do Pocinho (a primeira construída pela industria portuguesa).

A criação da linha ferroviária do Douro tinha como principal objectivo a ligação de Portugal ao resto da Europa, bem como aproximar as duas maiores cidades portuguesas (Lisboa e Porto) a fim satisfazer as necessidades da Revolução Industrial.

Em 1852 foi criado o criado o ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria.

A linha ferroviária do Douro – Porto S.Bento / Barca D´Alva, tem 202,200 km de extensão e desenvolve-se na sua maior parte junto às margens do rio Douro. Actualmente, esta linha liga o Porto ao Pocinho com a extensão de 174,200 km.


A nossa experiência


28 de Dezembro

Estava uma sexta-feira invernil, quando, pelas 14 hora começámos a nossa aventura. Quando se trata de passear somos todos pontuais!

Tratar dos últimos apetrechos, como por exemplo, o garrafão do vinho, arranjar arame para podermos ouvir música na nossa raimona (carrinha do clube), e já agora as nossas bagagens e ... as bicicletas.
Poderia ser o comboio, mas eram mesmo as biclas!

Seguimos rumo ao IC8 e depois para a A23. Sempre a velocidade de Cruzeiro a 130 km hora. Grande carrinha para não apanhar multas de excesso de velocidade!

Da Guarda para a frente assumi os comandos da raimona e no meio de estradas em obras e apertadas, com o nevoiro serrado, lá seguimos até Barca d ´Alva!

Passámos Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e passadas 6 horas de viajem chegámos ao nosso destino!

Já tinhamos o nosso jantar e a dormida reservados! Pois no que trata de comida não podemos falhar!

E assim começámos o nosso jantar de bacalhau à casa regado com bom vinho! Rápidamente nos integrámos com o vinho da região... 2 ... 3 ... 4 ... 5 litros, não me lembro, estava muito frio e congelou!!! Ou muito quente que nos permitiu ir para a rua e admirar a ponte que liga o distrito da Guarda ao de Bragança .... a Ponte sobre o Rio Douro.

E assim estávamos em reunião junto ao Cais.

Neste cais chegam, durante a época alta, entre o desflorar da amendoeira e
o mês de Outubro, os barcos turísticos cheios de gente rica!!! É a vida! andar de cruzeiro não é pra todos, e pagar cerca de 300 € por dois dias ... bem bem sempre é melhor andar na raimona a velocidade de cruzeiro!

Depois da contemplação da Ponte ainda fomos até ao quarto e a festa continuou pela noite dentro. entre risadas e mais um copo adormecemos!

Ainda antes de adormecer descobri que havia um membro da nossa equipa que tem uma religião estranha! depois da festa é tempo de contemplar o São Gregório no seu altar Sanitário!


Boa Sorte! Mas tem cuidado que essa religião dá cabo do fígado!

29 de Dezembro

Estava uma manhã fria, cerca de 2 graus positivos, quando começámos a preparação da nossa viajem.
Tomar o pequeno almoço ... Aqui é preciso ter cuidado com a alimentação, pois há quem diga que não se deve fazer misturas ... mas como na noite anterior prevaleceu o vinho ... bem, comam o que quiserem !
Ver a pessão dos pneus, afinar travões, lubrificar a transmisssão .... e fazer o aquecimento ...


Com tudo pronto aqui vamos nós... para a nossa vizinha Espanha!

O nosso grupo pelo Pedro Oliveira, Pedro Lopes, Paulito e Elisa

Atravessámos o rio Águeda, e em terra de "neuestros hermanos" foi só subir, dos 115 metros em Barca d´Alva para os 483 em La Fregeneda", sempre pela "carratera" SA-517.
Mais menos a meio do percurso encontrámos uma grande rota, que nos encaminhava para um percurso pedestre. Como já estávamos fartos de alcatrão optámos pela GR 14. E é sempre bom cruzar caminhos que não os premeditados. Ficámos a saber que nesta zona do Douro Internacional há muitos percursos pedestres que podem ser adaptados em trilhos fantásticos de BTT... Fica o desejo de lá voltar!
Alcançámos La Fregeneda ao meio dia. Entrámos num café típico de Espanha, o que é o mesmo que dizer - todo sujo. O Pedro como gosta de provar comidas novas comeu uma delíciosa sandes de farinheira... pois é Pedro o espanhol tem destas coisas... nunca sabemos se nustros hermanos estão-nos a tratar bem ou a preparar alguma... Bom apetite! pelo menos uma coisa ainda conhecemos bem: a cerveja Mahou. E vira mais uma!

Terminada a refeição foi procurar a estação de La Fregeneda, pois esta esta um pouco distante do pueblo... seguimos pela estrada de alcatrão durante 2 kms e virámos à esquerda por um trilho de terra. mais 2 km e encontrámos a estação no meio da vegetação.

Estação La Fregeneda
A primeira imagem que temos desta estação é de haver em tempos muito movimento, a julgar pelo tamanho da estação e das infra-estrutura. E não será de esperar - estávamos na primeira estação da primeira ligação ferroviária entre Portugal e Espanha.

Parece que a velha estação nunca esteve sózinha. pois os vândalos andaram por cá! O ser humano tem desta coisas!



Tirar mais uma fotografia de Grupo e temos que nos fazer aos carris.

Todavia ainda houve alguém que nos avisasse que deveriamos fazer esta aventura.


Seguimos guiados pelos carris oxidados, rumo a uma paisagem magnífica, que Miguel Torga classificou como "poema geológico". Sob forma de penetrar pela literatura desenhada na rocha entramos no primeiro túnel. Aqui temos tempo, não para ler, não se vê nada, mas para sentir o cheiro húmido, que sai das pedras. Desfrutámos desta paisagem escura durante 1,5 km até alcançármos aquela luz pequena ao fundo, sinal de que atravessámos uma grande montanha.

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E o tempo passa ... e vai passando e eu sem concluir o que vos queria contar. Será que ainda me lembro... sim sim sim ...
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são experiências que não se esquecem e, com muita pena minha, desde esta aventura ainda não fiz mais nenhuma estravagância ... mas está para breve!!!







Após atravessarmos o túnel n-º com uma extensão de 1,5 km começámos a avistar lindas paisagens montanhosas, sempre com a vista, ao fundo, do rio Águeda, que ainda aparenta ser uma pequena ribeira ...
Parace tudo muito bonito e incrivelmente facil até termos que desafiar os nossos medos. ... até encontrarmos a primeira ponte completamente degradada ...

... sempre com o medo a atormentar ... lá segui a pensar que tantas outras pontes que já tinha atravessado dentro do combio intercidades... mas nunca tinha tido o privilégio de sentir o ar fresco ... e o sentimento de vitória depois da travessia ...





Mas nós não estávamos numa competição, a única coisa que nós queriamos vencer seria, mesmo o nosso medo. Estas conquistas vão-se fazendo com um voto de confiança. Neste aspecto o nosso amigo Pedro Oliveira, teve um papelão.... e deu grande prova de ser amigo ei-lo que atravessou as pontes o dobro das vezes que nós .... sim porque ele voltou muitas vezes atrás para ir buscar as bicicletas dos amigos de viagem...
Seguimos a nossa viagem dos carris e encontrámos a vertiginosa ponte de Poyo Valiente, onde as travessas de madeira à muito tinham sido devoradas pelas chamas. O que tornou a travessia ainda mais tenebrosa. Esta ponte curva tem 45 metros de extensão e 16 metros de altura, o que obriga a que se fizermos a passagem pela parte esquerda vamos ter que enfrentar um fosso que nos leva ao rio Águeda. Rio esse que separa os dois países hibéricos, proporcionando uma vista fantástica.
Depois de atravessar mais uma ponte e mais um túnel e mais uma ponte .... estava a anoitecer e ainda estávamos na linha. A juntar a dificuldade da travessia das pontes estamos perante o factor luz. pois a Lua não nos dava muita confiança ... encontrámos a primeira estrada de terra que ligava a linha a La Fregeneda e eu dei logo a ideia de abandonar o percurso e seguir por trilho de terra... e assim foi .... até que chegámos a Barca d´Alva fomos jantar ao Peralta em Escalhão e depois foi dormir. Esta noite não havia grandes apetites para farra, pelo menos pela minha parte... sim sim porque eu esta à rasca do meu pé e temia não conseguir prosseguir a caminhada.
Amanhã há mais...

Até já

30/12/2007 Estação Barca de Alva

Depois de uma noite bem dormida, o que eu previa acabou por se confirmar: não pude prosseguir a caminha da Ruta de los Tuneis. O Paulito continuou a sua dormida e eu como gosto de madrugar propûs ao Pedrão a à Elisa ir, na carrinha, deixá-los onde tinhamos ficado no dia anterior. E assim foi, não consigo eu, mas pelo menos duas pessoas conseguem lutar pelo seu objectivo.

Mas eu não me fiquei por aqui a chorar a minha fraqueza. Não ando de bike, mas ainda tenho força no pé para pôr a "raimona" a rodar.

Andei pelo meio das carreteras e tirei algumas fotografias que vos vou mostrar.


Infelizmente, ainda tenho que vos mostrar o elevado estado degradante da estação de Barca d´Alva. Pela estrutura dava para entender que era um ponto muito importante para o Douro Interior e para Portugal

A manhã fresquinha ainda me possibilitou visitar o posto de turismo onde recolhi alguma informação, um quisoque com artesanato regional e um com doçarias e vinhos da região e tudo muito bem apresentado por gente muito simpática.

Ainda tive a oportunidade de falar com o senhor Manuel que mostra com orgulho a esposição relativa à linha e recorda com saudade o tempo em que os comboios apitavam e seguiam rumo ao Porto e rumo a Paris.
Dizia ele "nos tempos do comboio Barca tinha muito movimento ... agora estamos aqui abandonados e só passam os turistas e são os do Barco no Douro. ... Nasci com o combio, vi-o morrer, e pode ser que mesmo depois de velho ainda o veja renascer..." Dizia o homem com o brilho nos olhos mostrando a esperança na cimeira entre o governo português e espanhol, que aconteceu em Dezembro passado!!!!

Talvez um dia os comboios voltem a circular pelas encatadas margens do rio Douro e do Águeda!

domingo, 4 de novembro de 2007

Uma viagem pelo norte de Portugal - Viseu e Vila Real.

"O tempo não sabe nada
o tempo não tem razão
o tempo nunca existiu
o tempo é nossa invenção"

J. Palma

Não foi para falar de tempo que fiz esta mensagem. Pois se falasse de tempo ... ele já tinha passado...

... passou-se no dia 20 e 21 de Outubro quando saimos de manhã rumo ao norte de Portugal.

Avançámos lentamente pela N1 até Coimbra.
seguindo pelo IP3, depois pelo IC12 e por volta das 14 horas
estávamos em Viseu.
A fome estava a apertar e era necessário parar e descansar um pouco. Ao entrar numa das centenas rotundas liguei o estação de rádio da RFM e ouvimos a rúbrica GPS.
Não podia coincidir melhor! Estava mesmo a aconselhar sobre o que podemos visitar em Viseu. Aqui podiamos comer! Anunciava um Festival de Sopa.
Fomos logo a correr para o Pavilhão do INATEL! Iria haver muita sopa mas só lá para o jantar... eo que nós queríamos mesmo é almoçar.


Restaurante de I classe

A tarde já ia longa e tínhamos que improvisar um restaurante e assim foi numa das ruas de Viseu. O local não era o mais indicado para se comer.
Mas tudo se resolveu com o saboroso prato de Cuscuz. É um prato originado do Maghreb (couscous), região do norte de África.

Como agora não tenhos mais nenhuma ideia para descrever o quanto é bom esta comida, deixo aqui a receita que encontrei na Internet. Eu não tenho que me preocupar, pois em princípio tenho quem mo prepare.

mesmo assim aqui fica a receita.

Receita de Cuscuz de Galinha


Enviada por: tó manuelCategoria: Pratos Principais - Aves
Ingredientes:
600 gr de galinha limpo(s)
3 dente(s) de alho picado(s) finamente
1 unidade(s) de cebola ralada(s)
3 unidade(s) de tomate
1 folha(s) de louro
1 unidade(s) de cebolinha verde
3 colher(es) (sopa) de óleo de soja Sadia
1 lata(s) de ervilha
1 vidro(s) de palmito
50 gr de azeitona preta
2 unidade(s) de ovo cozido
2 xícara(s) (chá) de farinha de milho amarela
2 copo(s) de água
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca moída(s)
Preparação:
Doure no óleo a cebola e o alho. Junte a galinha em pedaços. Frite em fogo baixo até a carne dourar. Acrescente os tomates picados, o sal , a pimenta, a folha de louro. Adicione três copos de água e cozinhe em panela de pressão por 20 minutos. Depois de cozido, retire os pedaços de galinha, elimine os ossos e as peles e corte a carne em pedacinhos. Junte essa carne ao caldo em que foi cozida, acrescente a ervilha e o palmito cortado em rodelinhas. Deixe ferver. Se o caldo for pouco, junte o restante da água. Adicione, aos poucos, a farinha de milho e mexa com uma colher de pau. Cozinhe por 3 minutos antes de desligar o fogo. Coloque a cebolinha picadinha. Enfeite numa forma de cuscuz com rodelas de ovos e azeitonas. Despeje a massa do cuscuz. Desenforme depois de frio.

retirado de

http://www.moo.pt/receitas/receita/pratos_principais/cuscuz_de_galinha/QyE3Tbika9CLLaVG/

Pelas ruas de Grão Vasco

Quem pensa que Grão Vasco é somente um bom vinho da zona do Dão está um pouco enganado.

Grão Vasco foi um pintor português da época Quinhentista que nasceu provelmente em Viseu. Seu nome original é Vasco Fernandes e as suas pinturas são predominates no norte de Portugal.

Grande parte dos seus trabalhos estão reunidos expostos no Museu Grão Vasco. Junto à Sé Catedral.

Aqui estamos o Adro da Sé, considerada uma das mais belas praças de Portugal.

Ao centro encontramos um cruzeiro em Granito com a vista da sé ao fundo.

A Sé Catedral remonta aos séculos XIII e XIV e é de estilo Românico-Gótico.

Em frente á Sé Catedral temos a Igreja de Miséricordia cuja a construção remonta ao Séc XVIII





Aqui temos a estátua de D. Duarte.

Aqui nasceu e teve grande importância na criação da feira de S.Mateus.











Feira de Antiguidades













Suzete no Parque da Cidade "Aquilino Ribeiro"





Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, conhecida pela Igreja dos Terceiros.



Uma pequena maravilha datada de meados do Séc. XVIII, estilo Barroco, e dedicada a Francisco de Assis.











Painel de Azulejos a retratar a antiga feira do gado, a pastorícia e outras actividades tradicionais.




Porta do Soar ou Arco dos Melos, uma das portas da muralha que na época medieval protegia a Cidade.
Das sete entradas desta muralha, apenas se conservam duas.









Já um pouco mais afastada da cidade encontramos a Casa da Ribeira, na qual funciona a Fundação da Câmara Municipal de Viseu para a protecção do Artesanato.

Neste espaço existem oficinas de artes e ofícios tradicionais - olaria, tecelagem, trabalhos em madeira e em pedra, cestaria, flores etc.

Terminada a nossa visita pelo centro histórico de Viseu, fomos comer umas sopas e prepararmo-nos para uma vigem até Vila Real.





VILA REAL


Chegámos a Vila Real já de noite, e dirigimo-nos para a pousada da juventude. Esta estava lotada, procurámos a segunda alternativa, Parque de Campismo.
Como já era noite pensava que ja estava fechado. tivemos sorte, ainda nos atenderam!
Menos sorte tivemos com o frio.

Com este hotel só não dorme quem não tem sono, eu dormi muito bem!! Menos sorte teve a Suzete que, pela primeira vez a acampar, não ferrou olho... Paciência, para a próxima acampamos no Verão...
De manhã demos um pequeno passeio pelo Parque de Campismo e trocámos umas palavrinhas com um grupo de casais do Porto.
Eram a família da "carabana".
"carabana" para aqui, "carabana" para ali... e concluimos que este casal acampava todos os fins-de-semana. Tudo bem, aliás, tudo óptimo até saber que acampavam sempre no mesmo parque e deixavam o tempo passar no parque. Parece-me bom para descansar, mas péssimo para conhecer... e para quê a conversa da "carabana".

Fomos até ao centro de Vila Real e seguimos a seta de Posto de Turismo... Como é domingo é lógico que está fechado. Uma lógica que não se entende. Quando tiver um trabalho de fim-de-semana e poder passear os restantes dias, os Postos de Turismo ser-me-ão muito úteis.

Com pouca informação lá seguimos até encontrar uma Janela Manuelina. e avistar o Marão...





Provesende

Saímos de Vila Real rumo a Sabrosa para nos encontrarmos com a Dulce, uma amiga minha dos tempos de Curso Superior. Isto de estudar fora tem muitas vantagens.

Almoçámos Pizza cozida do forno a lenha. Muito boa! E seguimos até Provesende.

Provesende situa-se num ponto alto da região, na descida para o vale que termina no rio Pinhão, o qual é dominado pelo monte de São Domingos, que apresenta vestígios de um castro lusitano e de onde se desfruta uma magnífica vista.
Com a ocupação moura e a reconquista pelos cristãos, foi doada aos Congregados de Santa Marinha por D. Afonso Henriques originando uma lenda – a lenda de Zaide, que deu o nome Provesende. Ainda hoje se conserva o seu pelourinho, em memória da autonomia municipal que usufruiu, a qual foi extinta no século XIX. Prova do seu poder é o riquíssimo conjunto urbanístico de 11 solares e casas brasonadas. A não perder é também o Encontro Regional de Cantares das Janeiras, evento bastante animado e com exposições de produtos da região.

N terra do vinho não podia faltar uma visitinha a uma adega típica.













Os solares e casas brasonadas, com os lindíssimos brasões. Sugundo a tradição sempre que morre alguém da família os brasões são tapados com um pano negro, simbolizando o luto. Esse pano só sai com o desgaste sofrido pelo vento e chuva, só se quebra o luto quando o pano cair.

Foi uma linda tarde, Obrigado Dulce!








Rio Pinhão.
























Aqui fica o sonho dum cruzeiro pelo Rio Douro!









Salzedas

Rumámos a Sul e chegámos a Salzedas!

O nome Salzedas provém do latim Saliceta que significa salgueiral, vegetação muito abundante nas margens do rio Varosa, que por ali corre. É de povoamento muito antigo. Por aqui passaram Lusitanos e Romanos, Suevos e Visigodos e, mais tarde, Muçulmanos.
A génese da sua história remonta ao lugar a que hoje se dá o nome de Abadia Velha e a sua povoação cresceu em torno do Convento de Santa Maria de Salzedas.O grande ex-libris é o Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Salzedas mandado erigir por D. Teresa Afonso, mulher de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques. De estrutura românica, completamente remodelado no século XVIII e a sua igreja sagrada no século XIII, representa um dos mais ricos e emblemáticos mosteiros de Portugal.

Salzedas estava em festa, o que permitiu rir um pouco com Pedro Tochas ...











... e assistir ao ensaio de uma banda e ver uma exposição de aguarelelas.

















Já estávamos no cair da noite, embora isso não significasse que vai cair o mundo... pelo menos podiamos cair de cansaço... estava na hora de regressar e fazermo-nos à estrada...

Passear pelos sucalcos do Douro é muito melhor do que ir ao centro comercial e comprar uma garrafa de Vinho do Porto. É imperioso dizer "toca a sair dos limites comerciais" ...

Tudo muito bonito! Agora só falta visitar as restantes Aldeias Vinhateiras do Douro... Até à primavera!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

De Punhete a Constância

05 de Outubro, um feriado de bicicleta a pedalar no magnifico local onde o Rio Tejo e o Zêzere se abraçam.




Antes de descrever a viajem que eu e a minha namorada, a Suzete, fizemos no dia 05 de Outubro de 07. Começo por apresentar a Vila de Constância e algo do que se pode ver por lá.
Esta vila que conflui de dois rios muito importantes, o Rio Tejo e o Zêzere, tem como primeiro nome Punhete, e deixem-se de ideias, pois esta palavra deriva do Romano “pugna tagi” (luta do Tejo).
Em 1836 D. Maria II, mudou o nome para constância, devido à “constância” que os seus habitantes demonstraram no apoio à causa liberal.
Notas históricas.
1150 – Conquistada aos mouros
1571 – Transformada vila por carta de D. Sebastião.
1548 a 1550 – terá vivido aqui Luís de Camões.
1808 - Reuniu-se o exército inglês, para lutar contra os franceses.
1810-1811 – Invasões francesas sob comando de Napoleão Bonaparte.


Destas invasões ainda sobreviveram algumas preciosidades, e outras foram recuperadas, que vos mostro.


A Igreja da Misericórdia que possui um encantador retábulo de talha dourada, do século XVII e um vasto conjunto de azulejos seiscentistas.





Constância é uma pequena Vila fresca. Frescura, transmitida pelo verdejante das ruas, o exuberante das flores, a predominância do amarelo enviando raios de sol a cada esquina. E a frescura das águas dos rios Zêzere e Tejo.
E é assim Constância, mostrada em poucas páginas. Mas vale a pena ficar lá mais algum tempo, no parque de Campismo, ou se fores mais aventureiro, a Margem Norte do Rio Zêzere é fantástica. Aventura-te.
O centro da vila de Constância está apresentado. Agora, é altura de mostrar o que se pode fazer nos arredores, com sapatilhas podes fazer alguns passeios pedestres. E com bicicleta podes fazer vários num só dia. Força!
Pelas 11 horas da manhã, preparámos as bicicletas e estávamos prontos para andar.
Preparámos o nosso almoço volante, sandes de presunto, iogurte líquido, fruta e barras de chocolate.
E começámos a pedalar debaixo de um grande nevoeiro.
Atravessámos para a margem sul do rio Zêzere e avistámos Constância.
Uma colina muito bem humanizada, que faz sentir bem a quem a visita.
Como é aqui que confluem os dois rios, agora é altura de atravessar o rio Tejo, para procurar os trilhos da Margem sul.
Encontrámos a Estrada Nacional 118, e seguimos a Este até encontrar a ponte da Ribeira da Foz. Não foi difícil, pelo menos para a Suzete que rapidamente a encontrou.
Estávamos no Percurso Pedestre da Ribeira da Foz. O início não é muito agradável, pois somos recebidos por uma grande malha florestal de eucalipto cortado. A sinalização de percurso pedestre é inexistente, porque estes trilhos não têm a manutenção que deveriam ter. Vale pela aventura!!!
Sorte a nossa quando encontrámos dois bttistas, que andavam a fazer o passeio do domingo e logo se disponibilizaram para nos mostrar as rotas da terra.
Deixámos os eucaliptos e entrámos nos bosques de carvalho.
Ao longo de todo o vale é possível ouvir as águas da Ribeira da Foz.
Até que chegámos a Vale de Mestre. Segundo os nossos guias, Vale de Mestre está localizado num planalto, e é muito verdade….. as pernas que o digam ai ai ai.
Entre as aldeias de Vale de Mestre e Santa Margarida podemos visitar o Parque Ambiental de Santa Margarida, (PASM). O PASM é um projecto muito atractivo, vocacionado para a observação da natureza, o ecossistema florestal e fluvial, o ambiente urbano e o desenvolvimento sustentável. Possui parque de merendas, lagos, torre de observação ….. e mais…. É um espaço muito agradável para passar com as famílias porque dá para os mais velhotes descansarem e os miúdos divertirem-se.

Atravessado o PASM entrámos na aldeia de Santa Margarida e seguimos para a Base Militar de Santa Margarida, que nos foi muito bem detalhada pelo nosso guia.
No final da avenida que atravessa a base militar (avenida Nuno Alvares Pereira) encontramos o Largo de S. Jorge, onde podemos ver o Nuno Alvares Pereira, equipado a rigor, com a sua arma (bike) pronto para lutar contra o cão de Caldelas.
Brincadeiras um pouco fora de parte, D. Nuno Álvares Pereira e São Jorge estão muito ligados, devido ao culto dos santos nas batalhas da época. São Jorge fora padroeiro de Portugal, patrono dos cavaleiros, da cavalaria, dos soldados e dos peregrinos. Antes, como agora, nem todas as guerras são santas, mas grande parte delas têm um carácter religioso…. É com guerras que a religião preserva a vida… parece incompatível … não terá o Budismo e o seu profeta Dalai-lama algo para nos ensinar …. Católicos…. Vamos passeando e reflectindo …


De uma forma muita mais pacífica, abandonámos a Base Militar e regeneramos o bucho, pois ainda não sabemos o que nos espera. Talvez o cão de Caldelas…. E muito mais.

Começámos a segunda etapa da parte da tarde com uma descida até à Barragem de Caldelas. Atravessámos o nosso medo, o cão, sem o ver, mas com um arrepio só de o ouvir ladrar, um ladrar forte. Sempre com aquele sentimento de “espero que ele não me veja, pois eu só estou de passagem. Uff já passou, agora já não me pode morder, já não estou no seu território”. E assim foi quando chegámos à Barragem, já bem mais tranquilos. E é aqui que começamos o Percurso Pedestre de Vale de Caldelas.

O nosso próximo objectivo é encontrar algum caminho. Ainda nos perdemos, mas nunca desanimamos. Seguimos no sentido Norte até que encontramos uma placa de madeira, que indicara algo, alguns anos atrás, mas que agora só indicava o caminho para um matagal, seguido de um descampado.
Agora o objectivo é encontrar o nosso terceiro e último percurso pedestre. O da Ribeira de Alcolobre. E encontrámo-lo, e muito bonito, não podíamos estar enganados. As águas cristalinas juntas à sinfonia dos pássaros com o som da água a bater nas pedras, fez este cenário.
Parece bonito, então experimentem ir até. A caminha não é nada fácil, mas compensa.
Por falar em coisas difíceis, as pernas começam a fraquejar, mas antes ainda temos que escalar uma pequena colina com a bike às costas. Até que chegámos a um moinho abandonado.
Estávamos muito perto próxima aldeia que se chama Crucifixo.
Para terminar é um excelente nome para a aldeia. Parece que andávamos com um às costas.

Terminámos o percurso pedestre na EN 118, e como se pode concluir é um percurso de grande beleza paisagística, uma vez que parte da sua extensão as encostas das margens da Ribeira de Alcolobre, sempre com uma rica vegetação de sobreiro.
Tudo termina naquilo que começou, e não há nada que comece que não tenha que acabar.
E é assim um pouco de Constância com uma bike nas mãos por essa estrada fora.