segunda-feira, 4 de junho de 2007
Entra na Serra da Gardunha - Castelo Novo
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Velha Guarda!!! Egitânia!!!
Em breve apresento-te a Cidade da Guarda! A única cidade que eu conheço que tem CÚ... e está virado para Espanha! Porque será!!!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
De Oureana a Ourém
Ourém é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e subregião do Médio Tejo, com cerca de 11 900 habitantes.
É sede de um município com 416,50 km² de área e 46 196 habitantes (2001), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Pombal, a nordeste por Alvaiázere, a leste por Ferreira do Zêzere e Tomar, a sueste por Torres Novas, a sudoeste por Alcanena e a oeste pela Batalha e por Leiria.
História
Com a passagem dos romanos por Portugal, Ourém era ponto de passagem entre Lisboa e Braga. Os Romanos introduziram a vinicultura dando origem ao nome Abdegas em honra de Baco, Deus do Vinho.
No séc. V, passaram os Bárbaros, Vândalos, Suevos. Mais tarde os Visigodos.
Em 715, chegaram os árabes com os seus costumes e ficaram até ao Séc. XI.
Em 1136, D. Afonso Henriques toma o castelo e a vila aos mouros e iniciou a cristianização da terra mandando constrir a igreja de Santa Maria.
Em 1178, D. Afonso Henriques, concede o senhorio de Ourém à sua filha D. Teresa.
O concelho recebeu foral em 1180, atribuído pela infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques. Nesse documento se refere que a povoação se chamava em latim Auren.
O seu núcleo histórico desenvolve-se em torno do Castelo de Ourém, que teve no tempo de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém um período de grande desenvolvimento.
No documento de doação do eclesiástico em 1183 por D. Teresa, afirma-se que o local onde foi construído o castelo chamava-se anteriormente Abdegas, "Aprouve-me fazer testamento do eclesiástico de Ourém, que antes se chamava Abdegas". No entanto, no foral de Leiria de 1142 o nome de Ourém (Portus de Auren) já era referido, como limite territorial do termo de Leiria. Em 1159 na doação do Castelo de Ceras, e em 1167 num documento do Bispo de Lisboa a D. Afonso Henriques sobre uma disputa territorial com os Templários, volta a aparecer Portus de Auren.
A palavra Portus significava uma travessia de um rio ou ribeiro. A comparação dos documentos leva a concluir que o "Porto de Ourém" se situava entre a Sabacheira e Seiça. E seria ai a primeira povoação.
Logo se formaram dois partidos: um contra D. Beatriz e outro a favor. Com receio de perder a independência, o mestre de Avis é nomeado defensor do Reino, sendo ajudado por D. Nuno Álvares Pereira. Consta-se que D. Nuno rezou na Capela de Seiça antes de ir para a Batalha de Aljubarrota. Batalha essa que foi de extrema importância na luta com Castela e assegurou a independência nacional. Como recompensa, D. João I concedeu a D. Nuno o Título de 3.º Conde de Ourém.
Actualmente, D. Nuno Álvares Pereira está representado no Terreiro de Santiago sob forma de estátua.
O castelo ergue-se no topo de uma colina, na cota de 330 metros acima do nível do mar. Apresenta planta no formato triangular irregular, com torres nos vértices.
A torre Noroeste é conhecida como Torre de D. Mécia, por ali ter sido confinada aquela infortunada esposa de D. Sancho II.
Os Paços do Conde, que foram utilizados como residência oficial do conde D. Afonso.
O Paço e os dois torreões apresentam traços de inspiração veneziana, onde se destacam as cimalhas de tijolos salientes.
Aqui podemos ver o paço no seu interior, que infelizmente está um pouco degradado
Mas com uma poção de magia! As instalações transformam-se fantásticas!
Lenda de Oureana
Num ataque surpresa a Alcácer do Sal, no dia de São João de 1158, o cristão Gonçalo Hermigues, com alguns companheiros, raptou uma princesa moura chamada Fátima e trouxe-a para o lugar na Serra de Aire que mais tarde se veio a chamar pelo nome da princesa. Mais tarde, no seu cativeiro, a moura apaixonou-se pelo cristão e resolveu baptizar-se para poder casar com o seu amado. Para seu nome de baptismo escolheu Oureana. Daqui, segundo a lenda, teria tido origem o nome da vila de Ourém, a vila de Oureana.
Até à sua elevação a cidade em 16 de Agosto de 1991, era conhecida como Vila Nova de Ourém.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Pela Cidade de Torres Novas
Em 1184, as forças do emir Almóada de Marrocos, Aben Jacub (Iúçufe), acamparam no local até hoje conhecido como Arraial, a Sudeste da povoação. Dali assaltaram a vila, arrasando a sua fortificação, dirigindo-se em seguida para Santarém. No assédio a esta, vieram a ser derrotados, vindo o emir a falecer em conseqüência dos ferimentos recebidos na ocasião.
Por volta de de 1187, sob o reinado de D.Sancho I, foi edificado o Castelo de Torres Novas.
Ainda sob o reinado deste soberano, possivelmente com as obras do castelo ainda em progresso, a povoação sofreu novo assalto das forças Almóadas, agora sob o comando de Abu usuf Ya'qu al-Mansur, irmão do falecido Aben Jacub, vindo a cair após um cerco de dez dias (1190). Deixando guarnição em Torres Novas, as tropas daqui se dirigem ao assédio a Tomar. As forças de D. Sancho I devem ter retomado Torres Novas meses mais tarde de tal forma que, visando incrementar o seu povoamento e defesa, o soberano passou-lhe o primeiro foral, a 1 de Outubro desse mesmo ano, determinando a reconstrução da fortificação.
Após as lutas com Castela, na segunda metade do século XIV, em particular o assédio de 1372, o castelo sofreu obras de ampliação sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), época em que foi ampliada a cerca da vila. Os trabalhos foram iniciados em 2 de Janeiro de 1374, conforme inscrição epigráfica, e concluídos em 1376, conforme outra inscrição epigráfica sobre o antigo Arco do Salvador:
"O mui nobre rei D. Fernando mandou fazer esta obra a Lourenço Pais, de Santarém, juíz por el-rei, e foi acabada na era de 1414 (1376) anos e desta obra foi mestre Estêvao Domingues, pedreiro, que isto fez e lavrou."
Durante a crise de 1383-1385, aqui se recolheram as forças de João I de Castela, em Outubro de 1384, regressando do baldado cerco a Lisboa naquele ano. No ano seguinte, as forças de João I de Portugal (1385-1433), assaltaram Torres Novas, forçando a guarnição castelhana da vila a recolher-se ao castelo. Meses mais tarde, com os portugueses vitoriosos na batalha de Aljubarrota, Torres Novas tomou o partido por Portugal recebendo como Alcaide-mor a Antão Vasques.
Com a perda de expressão da vila nos séculos séculos seguintes, frente a outros núcleos, o castelo mergulhou na obscuridade.
No século XVIII foi severamente abalado pelo terramoto de 1755, de tal modo que veio a ser permanentemente abandonado. Na ocasião ruiram quatro das torres e diversos troços da muralha medieval.
Novos danos foram registrados no início do século XIX, durante a Guerra Peninsular, quando da ocupação da vila pelas tropas napoleónicas. Com o crescimento da malha urbana, a cerca medieval foi quase que inteiramente demolida.
Considerado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910), sofreu intervenção de consolidação e restauro na década de 1940, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Posteriormente, na década de 1970, novas obras vieram a recuperar a Alcaidaria.
A cerca da vila era rasgada primitivamente por três portas, hoje desaparecidas, restando apenas um troço da mesma a Leste do castelo.
A lenda de Gil Pais
Segundo a lenda local, à época da invasão castelhana de 1372, o Alcaide-Mor de Torres Novas, Gil Pais teve um de seus filhos aprisionado quando da tomada da vila pelo inimigo. Cercado o castelo, os castelhanos exigiram a sua entrega em troca do filho do Alcaide. Diante da recusa do magistrado em entregar a praça que lhe foi confiada, assistiu à execução do filho diante das portas do castelo.
A Cidade de Torres Novas
É sede de um município com 269,50 km2 de área e 36 908 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a noroeste pelo município de Ourém, a leste por Tomar, Vila Nova da Barquinha e Entroncamento, a sueste pela Golegã, a sul por Santarém e a oeste por Alcanena.
O concelho de Torres Novas data do princípio da nacionalidade. Foi conquistado aos mouros por Dom Afonso Henriques em 1148 tendo, depois, a sua sede recebido foral em 1190, por Dom Sancho I. Este foral foi confirmado mais tarde por outros reis portugueses. Além destes forais, o concelho regia-se também pelos documentos denominados "Foros de Torres Novas", reguladores do seu direito consuetudinário, documentos estes considerados de grande importância para o estudo do municipalismo no nosso país. Até à conquista definitiva pelos cristãos, tanto o castelo como a povoação foram sucessivamente destruídos e reconstruídos. Em Torres Novas realizaram-se duas importantes cortes: a de 1438, reunídas após a morte de Dom Duarte, e as de 1535, em que se assinou o contrato de casamento da Infanta Dona Isabel com Carlos V. Sobre a antiguidade de Torres Novas, apenas se poderá dizer que remonta à denominação romana, pois foram descobertas as ruínas de uma cidade romana, a "Vila Cardilium".
terça-feira, 1 de maio de 2007
18 de Março - Mini Maratona e um passeio por Belém
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Uma descoberta na Aldeia de Pia do Urso
Parque Eco-Sensorial de Pia do Urso
O lugar de Pia do Urso, na freguesia de São Mamede, concelho da Batalha é um lugar carregado de história e outras tantas lendas. Pia do Urso oferece ao visitante uma paisagem natural verdadeiramente deslumbrante. Nesta aldeia recuperada, está também instalado o primeiro parque sensorial de Portugal destinado a cidadãos invisuais e pretende proporcionar a possibilidade da apreensão do meio envolvente que nos rodeia.
A Pia do Urso remonta ao tempo dos romanos como ponto de passagem pela estrada romana, cujos vestígios ainda são visíveis na localidade de Alqueidão da Serra. Esta aldeia servia os grandes povoados, nomeadamente Olissipo (Lisboa) e Collipo (Batalha/ Leiria).
Dadas as características morfológicas do terreno assente num maciço calcário designado por pias, garantia-se neste local grande abundância de água.
Na idade média, em 1385, a Pia do Urso foi local de passagem das tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira, com destino ao planalto de São Jorge, onde decorreu uma das batalhas mais decisivas para a afirmação de Portugal.
Dada a singularidade do espaço natural onde está inserido, desejamos uma óptima visita à Pia do Urso, local que carrega em si mesmo um misto de fábula e magia.
Num domingo à tarde sem nada de especial para fazer, arrancamos do Casal dos Bernardos pela estrada fora.
Ainda não sabíamos qual o destino, mas tinhas a vontade de conhecer algo de novo. E como não tínhamos muito tempo para a viagem, nem nada planeado, tinha que ser um local próximo.
16 h 00 - chegada a Pia do Urso
Agora que aqui chegámos, vamos voltar ao tempo em que a humanidade convivia em harmonia com a natureza.
A construção das casas é de pedra o que não cria nenhum choque visual.
Ao longo de todo o percurso somos deslumbrados por várias estações lúdicas muito bem sinalizadas.
Iniciámos a nossa visita pela estação do planetário onde podemos observar as diferentes fases da Lua e o Sistema Solar.
Depois seguimos até à Estação do Ciclo da Água.
São mansinhos! Não são!!!
… e viver nos tempos dos dinossáurios … (na Estação Jurássica)
… passámos pela estação lúdica onde jogamos o jogo do galo. … para manter a boa forma física, demos uma voltinha de bicicleta…
Neste lugar que encerra mil segredos./
Aqui te espero/
Quando a noite enche e começa a cantar-me.
Estação Musical
“E porque a música é uma arte milenar, vamos quebrar o silêncio que nos tem acompanhado nesta viagem. Descobrir vários sons possíveis nesta estação, que despertam em nós o êxtase que este lugar mágico carrega”.
… encantados por um carvalho “despido”
E foi assim que nos despedimos da aldeia de Pia do Urso, onde reina a tranquilidade e harmonia com tudo o que nos rodeia.
Existe alguma beleza perto de nós. E beleza dentro de nós, basta juntar as duas para passarmos uns bons momentos. Boas Viagens
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Em busca dos “fora-da-lei” de Piódão
PIÓDÃO, encosta de lousã
“Entre os morros da Serra do Açor, esconde-se uma aldeia de lousa e tradição. Piódão ergue-se encosta acima, em becos estreitos e casas alinhadas com pequenas janelas de cor azul. É aqui que se pode beber uma boa aguardente de mel ou provar mel com avelãs. E para quem vem à procura de desafios, os passeios pedestres ou de BTT podem tornar a visita ainda mais agradável. A natureza ofereceu à aldeia toda a grandiosidade da Serra do Açor. A beleza é indescritível. A água que corre no vale, que salta nas quedas de água, o som que emite no silêncio da serra e o ar puro que se respira não tem comparação. É assim que se vive no Piódão. Entre um verde arrebatador e as casas de lousa. O traçado típico da arquitectura, a brancura da igreja medieval e a amabilidade das pessoas fica no coração, como uma paixão de amor. E no regresso, ao subir-se a estrada íngreme e serpenteante, leva-se na memória a calma e a beleza de uma aldeia histórica preservada pelo homem e pela natureza”De sitio da Internet da Carta do Lazer Aldeias Históricas
Que venha o diabo e escolha entre viver na Picha ou na Gaita.Nomes à parte seguimos até Serra do Açor, parámos para almoçar na localidade de Côja. Comemos o prato típico, que era Bucho e Cabrito. Foi um bom almoço com vista para o Rio Alva. Por entre curvas e contracurvas lá nos fomos aproximando do destino. Para descontrairmos um pouco apreciámos a paisagem lindíssima e fomos tirando umas fotos.
Para dar o gosto ao campismo. Isso é possível no Parque de Campismo da Bica, localizado da Freguesia de Pomares, a 4 km de Avô, e a 16 km de Côja. Este parque de campismo é banhado pela Ribeira de Pomares. Não tivemos oportunidade de visitar, mas a julgar pelo meio envolvente só pode ser espectacular. Nada como descobrir!

14 h 00 - Chegada a Piódão
Até que finalmente chegamos a Piódão!!! Bonito não é?
A aldeia de Piódão é um exemplo de como o homem consegue chamar lar aos locais da natureza mais hostis.Tendo em conta a serra ser muito íngreme, as casas localizavam-se muito próximas umas das outras, sendo apenas separadas por ruas estreitas.
As construções são de xisto, adaptando-se de forma harmoniosa à natureza. O xisto servia tanto para a construção dos pilares das casas como dos telhados.

Contrastando com o xisto, cor escura, temos as cores vivas. Neste caso a cor viva, sendo o azul a única cor disponível. Conta-se que a única loja da aldeia só tinha uma cor, dado à sua inacessibilidade. Esta cor servia para pintar as portas e os aros das janelas.
Por cima das portas estão colocadas cruzes invocando a Santa Bárbara para proteger dos trovões.
As casas estão divididas em dois pisos. Sendo o piso inferior, a loja, destinado a guardar os produtos agrícolas e o piso superior para a família. O piso superior estava dividido em pequenos compartimentos.
Dado a inacessibilidade de Piódão, era local privilegiado para refugiar os fora-da-lei. Conta-se que um dos assassinos de Inês de Castro esteve aqui.
O seu topónimo vem de Pia ou Pio, ou segundo a lenda um fora-da-lei fugiu para a aldeia e enviou uma carta à família dizendo que estava no sítio pior do mundo, daí Piódão.

No âmbito religioso temos a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada do século XVII e localizada no largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira. Este largo tem o nome do padre que criou o colégio de Piódão, sendo o grande Centro Cultural da Beira Interior.

Mesmo no interior da aldeia podemos encontrar a Capela de São Pedro em que a torre do sino encontra-se no telhado e fora construída em xisto.
No final do dia o cansaço estava presente, mas valeu a pena quando se vê coisas novas e por isso vive-se mais.
Obrigado Suzete, Boas Viagens

